A TAG mal chegou ao Brasil — na prática, nem chegou a iniciar plenamente sua operação — e já anunciou que está colocando seus planos para o país em pausa por tempo indeterminado.

A empresa publicou um comunicado informando que decidiu postergar sua chegada ao mercado brasileiro e que, por enquanto, não existe uma nova data definida. As atividades e comunicações da TAG Brasil também serão pausadas.

O que aconteceu com a TAG no Brasil?

Segundo a própria empresa, nos últimos meses houve trabalho para preparar uma operação brasileira capaz de entregar o mesmo padrão de experiência e qualidade oferecido pela TAG em outros mercados.

Durante esse processo, porém, a companhia afirma ter encontrado questões burocráticas e desafios relacionados à complexidade de operar no Brasil. Segundo o comunicado, isso passou a exigir uma estrutura e um tempo de preparação maiores do que inicialmente previstos.

O resultado foi a decisão de adiar a entrada da TAG no país por tempo indeterminado.

A empresa afirma que continua acreditando no potencial do mercado brasileiro e deixa aberta a possibilidade de retomar o projeto no futuro.

Uma entrada que não chegou a acontecer

Para o mercado brasileiro de colecionáveis, a situação chama atenção justamente pela velocidade.

A TAG começou a construir sua presença brasileira e gerar expectativa entre colecionadores, mas a operação acabou sendo interrompida antes de uma consolidação real no país.

Na leitura do SambaDuck, o episódio também mostra a importância de entender as particularidades do mercado brasileiro antes de anunciar uma expansão.

Tributação, logística, importação, operação local e burocracia fazem parte da entrada em qualquer novo mercado. Quando esses fatores exigem mais estrutura e prazo do que inicialmente projetado, como a própria TAG reconhece em seu comunicado, existe uma diferença relevante entre anunciar a chegada e efetivamente estar preparado para operar no país.

No fim, a TAG Brasil ficou praticamente no "estamos chegando" antes de precisar dizer "vamos esperar".

E quem quer graduar cartas no Brasil?

A pausa da TAG não significa que o colecionador brasileiro precise necessariamente enviar suas cartas para uma empresa estrangeira.

O mercado nacional já possui alternativas de grading e autenticação que permitem realizar o processo dentro do Brasil.

Uma delas é a Gradd, empresa brasileira sediada em São José dos Campos (SP), fundada em 2024 e dedicada à graduação profissional de cartas colecionáveis.

A empresa trabalha com análise de centralização, cantos, bordas e superfície, além de autenticação, encapsulamento em slab e registro público do certificado.

O serviço também possui opções de graduação, autenticação, avaliação sem slab e modalidades para lotes maiores.

Para quem procura uma alternativa nacional, vale conhecer:

gradd.com.br

O mercado brasileiro continua aqui

A saída temporária da TAG diz mais sobre os desafios de estruturar sua própria operação brasileira do que sobre a inexistência de um mercado de colecionáveis no país.

Enquanto a empresa estrangeira reorganiza seus planos, serviços nacionais continuam disputando espaço e tentando construir confiança junto aos colecionadores brasileiros.

E talvez essa seja a parte mais interessante dessa história: a expectativa pela chegada de grandes nomes internacionais existe, mas o desenvolvimento do hobby no Brasil não precisa necessariamente esperar por eles.

Veja o Comunicado:

Imagem da matéria

Consulte códigos e edições no catálogo de cartas do SambaDuck.